By Caio Roger -
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Death Stranding 2 impressiona e vai além do primeiro jogo
Hideo Kojima volta a provocar reflexões profundas e fugir do senso comum em Death Stranding 2. Assim como no primeiro jogo, a proposta continua ousada, com foco em conexões humanas, isolamento e existência – só que agora com mais ação, mais dinamismo e mais profundidade.
A missão de Sam continua: conectar pessoas e instalações isoladas em um mundo fragmentado.
Em vez dos EUA, agora a jornada se passa no México e na Austrália.
A nave DHV Magalhães traz viagens rápidas e novas possibilidades de exploração.
Novos tripulantes se juntam à jornada: Rainy, Tomorrow, Tarman, Dollman, entre outros.
O jogo aborda temas como vida, morte e relações humanas com ainda mais sensibilidade e metáforas fortes.
Influenciado pela pandemia, Kojima reescreveu partes da história para dialogar com o isolamento do mundo real.
Melhorias de qualidade de vida: viagens rápidas, monotrilhos, pavimentação facilitada.
Ambientes mais vivos: terremotos, enchentes, nevascas, tempestades de areia e incêndios trazem risco real às caminhadas.
Combate melhorado: mais armas, melhor stealth, parry e novos inimigos (incluindo robôs e criaturas quirais).
Logo no início, o jogador tem acesso a um arsenal completo.
Os combates foram refinados e são mais frequentes.
Ainda assim, entregar cargas continua sendo o cerne da experiência – mas com muito mais variedade e ritmo.
Kojima eleva o nível cinematográfico: trilha sonora impactante, cenas memoráveis e metáforas potentes.
O jogo provoca debates, divisões de opinião e muitas interpretações.
É uma experiência densa, que exige atenção total a falas, símbolos e decisões.
Death Stranding 2: On the Beach é uma obra-prima.
Mais fluido, emocional e ambicioso que o primeiro, entrega uma experiência única e madura, tanto em narrativa quanto em jogabilidade. Ainda não é um jogo para todos, mas para quem se entrega à proposta, a recompensa é imensa.
65 horas para a campanha com missões secundárias
100+ horas para os completistas